Este simples texto foi redigido em função de uma pessoa cuja amizade me é muito especial. Foi a minha “musa inspiradora”. E apenas tentei descrever o que julgo que ela sentia, naquele momento em que falamos. No fundo, o texto fala de todos nós, que procuramos a aceitação constante, tentando nunca perder a nossa identidade individual.
Não sou perfeita. Sou humana. Posso ter muitos defeitos, mas tenho mais qualidades ainda.
Podem acusar-me de muita coisa, excepto de não me preocupar com os outros e de não dar sempre o meu melhor.
Sou fruto de tudo o que me rodeia, inclusive, e principalmente, da minha família. Tanto o que tenho de bom como de mau, a vocês agradeço…
Já não sou uma criança e as penas das minhas asas já são fortes para suportar o peso do meu voo. Só me resta que me deixem voar.
“Só se aprende com os próprios erros”, por isso, imploro, deixem-me errar! Deixem-me viver e ser aquilo que sou. Um ser humano com sentimentos ansioso, por amar e ser amado, por quem lhe é mais próximo.
Quantas provas vos tenho que dar!?! Nem todas do mundo chegariam, porque não podem fazer que sinta algo que não sinto.
Admito. Sou culpada. Culpada por lutar pelo que quero! Culpa por não vos querer magoar ou desiludir. Mas mesmo assim, tenho direitos.
Tenho o direito de ser aquilo que quiser ser, e acima de tudo, o dever de ser quem sou!
Eu sempre vos aceitei, por isso, exijo que me aceitem também! E a única razão pela qual vos peço isto, é porque vos amo…
Ana Matos
28.12.2007
