Navego sem rumo no mar
Procurando um caminho
Um destino relutante em se revelar
Abro as velas para deixar o ar entrar
Mas a doce brisa impede-me de avançar
Permanecendo, tristemente, no mesmo lugar
Que odisseia é esta?
Que recusa-se a iniciar
Que vida é esta?
Que termina. Mesmo antes de começar
Falsidades constantes
Sendo nós os verdadeiros farsantes
Numa feira de diversidades
Onde não se tolera as verdades
E se ama a mentira
E assim, continuo à deriva
Nesta realidade a que chamo vida
Nas nuvens de ilusões, perdida
Agarrada à minha verdade
Ana Matos
20.09.2007