Há uma semana atrás sentia-me confusa, esquisita, triste. Hoje, pelo contrário, sinto-me bem. Uma estranha paz invade o meu ser. Estou feliz. Alegre. Mas não é um sentimento eufórico, é tranquilo. Estou bem comigo mesma. E isso sabe tão bem…
A impressão que sinto no meu peito não é angústia. É algo reconfortante. Eu chamo-lhe de amor.
Neste momento, apenas desejava que estivesses aqui, ao meu lado.
Queria dar-te aqueles beijos loucos cheios de paixão! Acariciar a tua nunca e oferecer-te o meu colo, acompanhado de beijinhos ternos.
Gostava de te abraçar, pousar a minha cabeça no teu peito e ouvir o pulsar do teu coração. Sentir o cheiro da tua pele e o saborear o aroma do teu corpo.
Muito além do desejo, sinto um enorme carinho por ti.
Fecho os olhos e imagino que estas junto a mim. Quase que ouço a tua voz a dizer-me coisas bonitas… Sim. Para mim, o mais simples que possas dizer, mesmo isento de beleza, é belo. Aos meus ouvidos, és pura melodia.
Fico vidrada nos teus gentis olhos esverdeados que transparecem bondade.
O teu sorriso ilumina o meu ser, mesmo nos momentos sombrios.
A sensibilidade que corajosamente demonstras desarma as minhas defesas.
Sinto que sentes o mesmo que eu sinto por ti. Respeito, compreensão, amizade, afecto…
Cada vez mais julgo amar-te de verdade. Sei que apenas o tempo pode testar a genuidade do sentimento. Mas até lá, digo sem receios:
AMO-TE!
22.09.2008
Ana Matos