terça-feira, 23 de setembro de 2008

Merecimento


“Quem semeia ventos, colhe tempestades”

Recebemos o que merecemos. E o que merecemos é directamente proporcional ao que praticamos no presente, implique o acto esforço ou não.


“Deus é tardeiro, mas é justiceiro”

O que nos pertence, o que é nosso por direito, a nós torna. Independentemente do tempo que levar.


“Tens aquilo que mereces”

Tenho mesmo aquilo que mereço?
A ideia de que merecemos sempre algo mais faz parte da ambição humana. E a ideia de que merecemos menos do que recebemos?
Podemos considerar que o que nos é oferecido é uma bênção demasiado generosa. Podemos não nos achar dignos de tal dádiva ou sorte.

E tu, mereces tudo aquilo que tens?


17.09.2008
Ana Matos

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

O que sinto

Há uma semana atrás sentia-me confusa, esquisita, triste. Hoje, pelo contrário, sinto-me bem. Uma estranha paz invade o meu ser. Estou feliz. Alegre. Mas não é um sentimento eufórico, é tranquilo. Estou bem comigo mesma. E isso sabe tão bem…



A impressão que sinto no meu peito não é angústia. É algo reconfortante. Eu chamo-lhe de amor.



Neste momento, apenas desejava que estivesses aqui, ao meu lado.



Queria dar-te aqueles beijos loucos cheios de paixão! Acariciar a tua nunca e oferecer-te o meu colo, acompanhado de beijinhos ternos.


Gostava de te abraçar, pousar a minha cabeça no teu peito e ouvir o pulsar do teu coração. Sentir o cheiro da tua pele e o saborear o aroma do teu corpo.


Muito além do desejo, sinto um enorme carinho por ti.


Fecho os olhos e imagino que estas junto a mim. Quase que ouço a tua voz a dizer-me coisas bonitas… Sim. Para mim, o mais simples que possas dizer, mesmo isento de beleza, é belo. Aos meus ouvidos, és pura melodia.


Fico vidrada nos teus gentis olhos esverdeados que transparecem bondade.


O teu sorriso ilumina o meu ser, mesmo nos momentos sombrios.


A sensibilidade que corajosamente demonstras desarma as minhas defesas.


Sinto que sentes o mesmo que eu sinto por ti. Respeito, compreensão, amizade, afecto…


Cada vez mais julgo amar-te de verdade. Sei que apenas o tempo pode testar a genuidade do sentimento. Mas até lá, digo sem receios:

AMO-TE!



22.09.2008
Ana Matos

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Solidão na multidão


Perseguimos e somos perseguidos pela solidão.

Queremos ficar sozinhos.

Desejamos nunca estar sós.

Procuramos respostas de forma isolada, na tentativa de nos achar.

Inquieta-nos a ideia de desamparo.

E, mesmo no meio de uma multidão, podemos estar efectivamente sós…

Contudo, a solidão é uma (ini)amiga que nos acompanha ao longo da vida, numa relação intrínseca de dependência.


Photographia: Numa multidão, desprovida de rostos, surge uma face conhecida. Nós mesmos.
Independentemente dos caminhos que escolhamos, a única certeza que possuímos é a de conviver “eternamente” com o EU.

17.09.2008
Ana Matos

sábado, 13 de setembro de 2008

Pecado

Pecado, s. m., do Latim Peccatu


Relig. Transgressão da lei divina: pecado venial, mortal.


Pecado original, o da desobediência de Adão e Eva no Paraíso, apenas remível pelo baptismo (segundo a lei da Igreja).




Pecado actual, pecado cometido pelo próprio pecador.





Pecado mortal, aquele que faz incorrer nas penas eternas.












Pecado venial, aquele que enfraquece a graça, sem a destruir.




Pecados mortais ou capitais, em número sete, que são considerados como a origem de todos os outros: Soberba, Avareza, Luxúria, Ira, Gula, Inveja, Preguiça.





Pecado da mocidade, falta imputada à fraqueza e à inexperiência da juventude.

Pecados velhos, actos praticados há muito tempo.
Por ext. Transgressão de qualquer preceito ou regra. Falta, culpa, defeito.


A verdade é que “o pecado apenas reside nos olhos de quem o vê”. Não te deixes cegar. Enxerga para lá do óbvio e liberta-te da doutrina, sem medo da penitência.
O maior dos castigos é o imposto por nós mesmos…

13.09.2008
Ana Matos

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Qual é a função de um Blog?

A função do Blog é partilhar informação. Esta pode assumir inúmeras formas. Pode ser notícias da actualidade, viagens, pensamentos e vivências ou o decurso de uma vida, por mais simples que esta seja. Os temas são tão variados como as pessoas que os escrevem.
Desvendar a mente de alguém, descobrir as semelhanças e desvendar as diferenças, é sempre agradável. Igualmente gratificante é despender o tempo de forma inteligente. É neste contexto que gosto de “dar uma olhadela” em http://pensamentos-e-batalhas.blogspot.pt, um espaço criado por alguém original, cujo pseudónimo é Pureza Canto Moniz, que não se limita a desabafar o que sente, desafiando-nos a meditar sobre determinados assuntos.

sábado, 6 de setembro de 2008

As pessoas não se perdem. Acham-se.

Existe tendência para adicionar um sentimento de posse a tudo que nos rodeia. A minha família, os meus amigos, o meu parceiro, o meu carro, o meu dinheiro. Faz a distinção entre objectos semelhantes que assumimos e sabemos ser nossos e não de outra pessoa. Mas será que tudo isso nos pertence de verdade?


Tudo pode-se perder. A família, os amigos, o parceiro, o carro, o dinheiro… Nada é eterno. Até nós mesmos, nos podemos perder.

A dor da perda pode ser devastadora e insuportável. Contudo, se nada chegamos a possuir, como podemos perder seja o que for? É neste sentido que afirmo que as pessoas não se perdem. Acham-se. À semelhança de um objecto caído na rua. Eu acho esse objecto e fico feliz por o encontrar. Por breves instantes sou invadida de uma felicidade imensa. Até chegar o “dono” do objecto e reclamar como seu. Aí, a felicidade desvanece. Contudo, aquele objecto, num presente perdido, fez-me experimentar boas sensações. E são essas sensações, por mais breves que tenham sido, que devem ser recordadas. Não perdi o objecto, porque ele nunca foi meu. E achei-o outrora, o que me fez sentir bem.


Com as pessoas acontece o mesmo. Não se perde alguém, porque as pessoas não pertencem umas às outras. Eu acho um amigo. No presente faz-me bem. Se no futuro não estiver ao meu lado, devo conter a lágrimas e relembrar que já fui abençoada com a sua companhia e que em breve acharei alguém para me acompanhar.

Nunca estamos absolutamente sozinhos. Só se assim o desejarmos. Medo de perder é impossibilitar-nos de achar. Podemos achar a mesma pessoa vezes sem conta. Faze-la feliz por instantes, mais ou menos duradouros. Experimentar sentimentos novos de amor ou ira. Tudo é necessário. Mas sem exageros. Devemos respirar o nosso próprio ar, pelas vias respiratórias que a natureza nos concedeu. Não digo que se deve perpetuar uma procura constante de novas sensações, apenas não devemos fechar a concha e impedir que, pelo menos, nos achem.
Apenas o momento de agora é genuinamente nosso. Este é o presente, onde temos controlo sobre as nossas acções. É neste instante que posso achar algo ou alguém. Num ápice posso ser achada e ser feliz. Contudo, também corro o risco de perder e ser infeliz!? Não. Não se perde as pessoas… Acham-se.
16 de Julho de 2008
Ana Matos

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